Acre mostra sua força para ser a “sede verde” da Copa do Mundo de 2014


Comissão Internacional da Fifa sentiu a ousadia e singularidade da proposta

 

RIO DE JANEIRO (26/08/2007) – A floresta amazônica foi o principal palco para a defesa da cidade do Rio Branco como candidata a sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014. A candidatura foi apresentada durante 60 minutos, na manhã de domingo, no Windsor Hotel no Rio de Janeiro, pelo governador Binho Marques, o prefeito Raimundo Angelim, a ministra Marina Silva e o presidente do Fórum Estadual do Desenvolvimento do Acre, ex-governador Jorge Viana. Participaram também da cerimônia o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Edvaldo Magalhães, e os presidentes das federações da Indústria, João Salomão; do Comércio, Leandro Domingues; da Agricultura, Assuero Veronez, e da Associação Comercial, George Pinheiro. Os secretários de Esporte, Cassiano Marques, e de Planejamento, Gilberto Siqueira, o assessor Aníbal Diniz e os atores José Wilker e Brenda Hadad também fizeram parte do grupo que defendeu a proposta do Acre diante da Comissão Internacional da Fifa.


“A apresentação impactou a comissão da Fifa porque mostrou que o Acre é o berço da luta pela causa ambientalista e tem todas as condições para sediar um evento como a Copa do Mundo”, afirmou a ministra Marina Silva.


A integração entre o meio ambiente, representado pela maior floresta tropical do planeta, com os jogos da Copa do Mundo, foi ressaltada pelo ex-governador e presidente do Fórum Estadual do Desenvolvimento, Jorge Viana. “O Acre foi responsável, a partir de Chico Mendes, por introduzir na agenda internacional as discussões sobre preservação da floresta. Ao mesmo tempo, ter a cidade de Rio Branco como sede permitirá que países vizinhos como o Peru e a Bolívia possam compartilhar dos jogos e eventos culturais como se estivessem em seu próprio território”, afirmou Viana.


A floresta amazônica esteve representada na exposição com cenários e som ambiente de pássaros e índios, num projeto desenvolvido pela cenógrafa Bia Lessa. Mudas de plantas formaram o mapa do Acre no chão, onde foi colocada uma bola usada, mostrando que o futebol também faz parte da vida dos povos do Acre desde muito tempo.


Denominado “Acre – Sede Verde”, o projeto mostrou a integração da modernidade da cidade de Rio Branco com a floresta amazônica, transformando-se num modelo de desenvolvimento sustentável. O melhor exemplo disso é a Arena da Floresta, um dos cinco estádios mais modernos do Brasil, inaugurado há um ano, com capacidade para 20 mil pessoas e, para atender as exigências da Fifa, terá sua capacidade ampliada para 40.900 cadeiras.


A Arena da Floresta faz parte do complexo Cidade do Esporte, uma área aproximada de 430 mil metros quadrados, a 5 quilômetros do centro de Rio Branco, que será construída a partir do próximo ano. Além da ampliação do estádio, o projeto inclui a construção de hotel, arena para eventos diversos, centro de convenções e Universidade do Esporte. Tudo isso será erguido numa área com localização privilegiada, próxima ao centro da cidade e com fácil acesso a áreas cobertas pela floresta amazônica.

 

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