Aníbal Diniz*
27/08/2007 - A defesa de Rio Branco como cidade sede da Copa 2014 no Brasil foi muito impactante. A minha aposta pessoal e, acredito, de todas as pessoas que sonham e lutam para que o Acre esteja sempre em ponto de grande visibilidade, é a de que, se depender do conteúdo apresentado, Rio Branco vai sediar jogos e o Acre será a sede verde da Copa do Mundo de 2014 que acontecerá no Brasil.
Os argumetnos são fortes. A exposição deixou isso muito claro. O Acre tem uma história fantástica de pouco mais de 100 anos, mas, convenhamos, sua presença no cenário mundial em momentos decisivos deixa muitos estados com o dobro ou o triplo de idade de queixo caído.
A fala do ex-governador Jorge Viana foi muito forte nesse aspecto. Ele disse que o Acre, com sua economia da borracha, foi quem bancou boa parte da infra-estrutura das cidades de Belém e Manaus na virada do século XIX para o século XX. "Se há mais de cem anos já tivemos a capacidade de influenciar na economia regional e do Brasil, por que não teríamos condição de sediar jogos da Copa em 2014?"
O governador Binho Marques etá determinado. Tudo o que lhe foi exigido até agora para que o Acre e sua capital Rio Branco estivessem entre os candidatos a sede ele atendeu. Assinou o caderno de encargos da FIFA, autorizou a peodução do projeto, mobilizou a equipe técnica do governo para produzir todas as informações necessárias e contratou consultores da maior qualidade para fazer do projeto do Acre um dos mais respeitados hoje junto à CBF e à própria FIFA. Aliás, a proposta do Brasil na FIFA conta com elementos gentilmente cedidos pala proposta do Acre, uma prova de que trabalhamos com afinco, determinação e amor, que é o elemento fundamental para as grandes conquistas.
A ministra Marina foi de uma solidariedade excepcional. Mesmo sendo ministra de Estado e, teoricamente, estando a serviço do Brasil, de todos os estados que formam a Federação, o seu coração acreano bateu mais forte e ela esteve lá, pessoalmente, para dizer aos avaliadores da FIFA que todas as responsabilidades assumidas pelo Governo do Acre serão cumpridas, e com total atenção aos cuidados ambientais que se fazem necessários.
A união simbolizada pelas presenças do prefeito Angelim, dos presidentes da Indústria, do Comércio e da Agricultura e do presidente do Poder Legislativo, deputado Edvaldo Magalhães, contribuiu ainda mais para mostrar que o Acre tem maturidade institucional e estabilidade política suficientemente sólidos para o cumprimento de todas as garantias dadas.
Podemos dizer que, até aqui, fizemos e fizemos muito bem o que era para ser feito. Agora, está nas mãos da CBF e da FIFA a decisão sobre quais serão as cidades contempladas. Não será uma decisão fácil, é verdade, porque todas as cidades candidatas apresentaram o que tinham de melhor para provar que são viáveis. Já teve até integrante da CBF falando em off que defenderá que todas as 18 cidades sejam sede, uma vez que já tivemos a Copa de 2002 realizada em dois países, Japão e Coréia. Mais um elemento para nortear a tomada de decisão dos dirigentes do futebol brasileiro e mundial.
É muito interessante saber que, depois de confirmado o Brasil enquanto sede agora em outubro, os organizadores da Copa 2014 terão de dez a doze meses para julgar as propostas das cidades e anunciar quais serão as sedes escolhidas. Durante essa gestação, todas as vezes que o assunto for Copa 2014 e cidades que vão sediá-la o Acre e Rio Branco estarão presentes.
A sorte está lançada, e o povo do Acre certamente vai estar na torcida para que a Copa esteja entre nós em 2014!
* Aníbal Diniz é assessor do Governo do Acre e compôs a comissão que produziu e defendeu a proposta para que Rio Branco esteja entre as cidades sede da Copa 2014 no Brasil.