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O artista acreano Márcio Veríssimo, 29, é formado em economia mas sua arte está longe de ser medida em números. Autodidata, Márcio começou a desenhar aos 22 anos. Dono de uma técnica meticulosa, o artista consegue fazer do nanquim um instrumento de vazão para um trabalho que mistura religiosidade e sonho. "O desenho foi a forma que encontrei para me expressar e levar às pessoas uma mensagem de amor, de otimismo...".
De malas quase prontas para embarcar para a Espanha, aonde vai fazer doutorado em História da Arte e Belas Artes, ele nos brindou, nesta edição, com uma seleção de algumas imagens e textos que compõem seu trabalho. Um mosaico de minuciosidades, em preto e branco. "
Numa visão contraditória do óbvio, a vida em constante trasnsformação vai ganhando forma, originando os elementos vitais da natureza, as sementes, as plantas, as algas e as flores.
Corações cintilantes clareiam a noite, a longa estrada do conhecimento, onde o mestre, o senhor do tempo e das horas, está pacientemente a esperar os velhos e calejados romeiros...
Entre labirintos e portas, no altar virgem do universo, energias explodem, migram de um lado para o outro formando plantas e constelações, vida inteligível na simples forma de luz.
Nas asas do vento flutua o pensamento das mentes galopantes, que insistem em ir mais longe, muito além das montanhas, das nuvens, dos astros ou do próprio infinito.
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