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Porto Acre

 

Durante o domínio boliviano sobre a região, Porto Acre, que se chamava Puerto Alonso (nome que homenageava o presidente da Bolívia na época), já abrigou um posto alfandegário boliviano, que foi motivo de revolta dos seringalistas brasileiros. Por isso, Porto Acre foi o principal foco da Revolução Acreana em suas diversas etapas. Em 1899, se tornou palco de diversos acontecimentos como a 1ª Insurreição Acreana, a fundação da República de Galvez em 14 de julho de 1899 (quando passou a se chamar Cidade do Acre), foi destino da Expedição dos Poetas em 1900. Em 24 de janeiro de 1903, assistiu o término da Revolução Acreana com a grande vitória final comandada por Plácido de Castro, que marcou a tomada destas terras definitivamente pelos brasileiros. Ainda hoje, em muitos dos quintais podem ser encontrados as marcas e vestígios dessa época conturbada, como garrafas de bebidas importadas, cartuchos de fuzil e diversos outros materiais. Estes objetos, que testemunharam a luta do povo acreano, estão reunidos na Memória de Porto Acre, espaço aberto à visitação pública.

Os conflitos entre bolivianos e brasileiros terminaram com o Acre anexado ao Brasil em 1903 e a cidade rebatizada para Porto Acre. Ficaram as trincheiras da Revolução Acreana e algumas construções históricas do período áureo da borracha. No Seringal Bom Destino está parte deste patrimônio histórico, que mantém viva a memória das origens do Estado do Acre.

O rio Acre, que banha a cidade, serviu de via de acesso aos seringueiros e seringalistas brasileiros ainda serve aos ribeirinhos e moradores de suas margens para a circulação de mercadorias e pessoas. Durante o período seco, suas praias de areias férteis são usadas para o cultivo de melancia, banana, hortaliças, mandioca e outras culturas de subsistência.

Porto Acre foi desmembrado do município de Rio Branco e elevado à categoria de município em 28 de abril de 1992 e passou a funcionar em 1° de janeiro de 1993, quando o prefeito e os vereadores tomaram posse. O seu acesso pode ser feito por via fluvial pelo rio Acre e terrestre através da rodovia AC-010 que corta o município.

No Estado, Porto Acre ocupa o décimo primeiro lugar em população e a décima sétima posição em área. Sua economia está baseada no extrativismo vegetal da borracha, beneficiamento da castanha e madeira, pecuária em pequena escala, produtos hortifrutigranjeiros e o comércio em geral.

Porto Acre limita-se ao norte, com o estado do Amazonas; ao sul, com os municípios de Bujari e Rio Branco; a leste, com o município de Senador Guiomard e a oeste, com o município de Bujari.

Projetos de Assentamento

O município de Porto Acre conta com nove projetos de assentamento com uma área de 126,7 mil hectares, representando 44,1% da área do município, destacando-se entre eles: o PAD Humaitá com um total de aproximadamente 968 famílias numa área de 61.179 hectares, criado em 1981, situado no quilômetro 30 da AC-10. O segundo maior é o projeto de assentamento Caquetá, onde 595 famílias ocupam uma área de 29,7 mil hectares.

Localização

Distância da capital por rodovia - 78 km

Distância da capital em linha reta - 51 km

Aspectos Geográficos

Área - 2.609 km²

População - 13.716 hab

Densidade demográfica - 5,25 hab/km²

Áreas especiais

Projeto de Assentamento

PA Caquetá

PA Porto Acre

PA Alonso (parte)

PA Espinhara II (parte)

PA Tocantins (parte)

PAE Barreiro

PAD Humaitá (parte)

PDS Nova Esperança

PE Pólo Leiteiro de Porto Acre

Fonte: Atlas do Estado do Acre




 



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